A Concepção da Filosofia Socrática em Platão.

A inquietação e a necessidade de reflexão sobre o que são as coisas, são relatadas antes do advento da filosofia. No início do século VI A.C, na cidade de Mileto na Grécia Antiga três pensadores, nomeados como físicos se destacaram em suas pesquisas sobre a natureza. São eles Tales, Anaximandro e Anaxímenes.

Formando uma escola de pensamento, o questionamento da realidade intrigava os físicos e os motivará a formular teorias explicativas que desnudassem os fenômenos naturais que enredam a organização do cosmo.

A designação destes que se incumbiram da formulação de teorias é sophos, os sábios, ou sophistés, os hábeis no saber à maneira na arte da palavra. Devido a uma tradição fundamentalmente oral, a educação era propagada por aqueles que utilizavam-se da mitologia, cantos poéticos e da reflexão sobre a natureza como formas de acesso ao conhecimento.

É interessante perceber que no decorrer dos acontecimentos já é relatado a preocupação e comprometimento com um raciocínio transparente em si mesmo, o desprezo a menor incoerência e a contradição. Outro advento é o progresso da matemática e geometria devido seu rigor demonstrativo, solidez e precisão.

Esta tradição será fundamental para que a figura do Filósofo seja construída, mostrando que muitas características defendidas como premissas do fazer filosófico, já tenha sido de certa forma proposta por pensadores anteriores a Sócrates.

No texto Teeteto de Platão, a pergunta que Sócrates faz e nos ajuda a entender a sua concepção de filosofia é: Aprender não significa tornar-se sábio a respeito do que se aprende?

O desdobramento das perguntas e respostas resulta em uma nova pergunta, está será o real conceito a ser investigado. O conhecimento.

Sócrates detalha como tem feito suas investigações e ao examinar o jovem Teeteto o orienta que não quer saber sobre generalidades acerca de um tema, mas seu âmago, aquilo sem o qual tal coisa não é essência do que seja conhecimento.

O filósofo é aquele que tem amor pelo conhecimento e Sócrates demonstra que a filosofia é maior que a admiração por uma retórica exuberante, mas a verdadeira pesquisa sobre o que se pensa saber e o que realmente é sabido sobre as coisas.

DESENVOLVIMENTO

Platão na Apologia de Sócrates relata o julgamento do Filósofo e neste texto temos a descrição de como o projeto socrático do fazer filosófico foi elaborado.
O projeto socrático está ligado a três conceitos fundamentais:

O primeiro conceito está ligado a ideia de que os homens que propõe explicações sobre as coisas do mundo não a concebem de forma integral. O texto platônico relatará a preocupação de Sócrates em alertar aos transeuntes e cidadãos de Atenas, da incapacidade humana de uma explicação que alcance conhecer aquilo que é sondado, em sua essência e abrangência; fazendo com que esta tarefa seja tomada como propósito da filosofia.

Conhece-te a ti mesmo é uma frase escrita no templo de Apolo em Delfos, onde Sócrates esteve com seu amigo Querofonte no dia em que foi consultar o oráculo. A frase e sua consulta foram decisivas no modo como Sócrates propôs sua filosofia, uma vez que sua missão na busca da verdade se dá por decorrência da sacerdotisa lhe imputar a condição de sábio e ser o único em Atenas consciente de sua condição frente ao conhecimento. Não entendendo isso inicialmente, Sócrates contrariado com a designação da sacerdotisa entende que o que fora revelado talvez abarcasse algo relativo a interpretação e então toma a interpelação das pessoas como modo de verificar se poderia encontrar nos transeuntes e nos ditos sábios, algo que lhes conferisse sabedoria. Assim poderia entender a natureza da sabedoria e de alguém que por não ter o conhecimento cabal de questões profundas se via em condição insuficiente para a denominação sábio.

A aquisição do conhecimento, no sentido de posse, onde aquilo que se sabe e entendido em sua completude é o que Sócrates busca como resposta de seus interlocutores sendo sua primeira ocupação como filósofo; a fim de constatar que os ditos saberes propagados com soberba e prepotência sejam aferidos e justificados com a propriedade de conhecimento. A certeza no sentido da segurança subjetiva do indivíduo, confirmar-se-á na investigação objetiva detentora da verdade.

O ceticismo é percebido em Sócrates na medida em que suas discussões não partem de um pressuposto com intenção de provar algo previamente suspeito, mas um desejo honesto de busca da verdade daquilo que o mundo apresenta como apreensível. O paradoxo entre não se reconhecer como alguém na posição de sábio e ser denominado como tal, foi crucial para que uma revisão conceitual de tudo que o homem entende como sendo pertencente a condição humana fosse feita.

O segundo conceito está relacionado ao método do filósofo que atua no trabalho do pensamento. A maiêutica aparece no texto platônico como método de investigação daquilo que se diz saber, colocando-o em um processo de perguntas e respostas que tem como função, investigar de forma minuciosa os pressupostos de uma proposta conceitual. Esclarecer o alcance e desdobramentos dos conceitos até a exaustão é o que Sócrates proporá, como meio de verificar se o que é investigado tem sustentação a interpelação rigorosa, com vistas a não deixar nenhum engano ser aceito por omissão, para uso retórico ou fraqueza intelectual.

O terceiro conceito pode ser descrito como conclusão do percurso e caracteriza o projeto socrático como modelo antagônico ao dos Sofistas, caracterizado pelo discurso retórico com vistas a vitória nos debates da Ágora, que indiretamente postulava concepções de um ethos ligado ao uso inadvertido da linguagem como ferramenta de persuasão e sedução do público sem compromisso legítimo com a compreensão dos temas propostos, apenas a conquista da aprovação da maioria.

Só sei que nada sei, é o conceito que leva em consideração as dimensões complexas e limitação humana acerca do conhecimento integral das coisas, seja de ordem prática ou de ordem conceitual. Na incapacidade de realizar o ideal nasce o reconhecimento da própria limitação, a exortação a uma reflexão sobre um ponto de partida seguro e honesto para aquele que demonstrará compromisso com um fazer filosófico.

Cabe após premissas colocadas uma reflexão e entendimento da postura do filósofo sendo aquele que não tem pretensões políticas ou participação formal em cargos de poder, para ter seus objetivos distorcidos e utilizados para desmoralizá-lo e ou destruí-lo. Alguém que ao conversar com seus pares partia da ignorância e pedia aquele que dizia saber, que ensinasse a todos; não agia com intuito de impor uma determinada forma de pensar. Alguém que estava em contato com pessoas de sabedoria prática e também aqueles ditos educadores profissionais, os sofistas, mas que não se esquivava da dialética e não utilizava da sua fama como apoio para um fim que não o de sua tarefa, levar seus compatriotas à reflexão sobre o que as coisas são. Lembrando que sua ausência na Ágora se dava por que os métodos utilizados para a discussão não tinham como objetivo a verdade, mas alcançar a vitória através da retórica, não importando se o que se dizia era condizente com a verdade das coisas.

Iniciaremos a partir daqui a análise da obra A apologia de Sócrates, com intuito de verificar minuciosamente como os pilares do projeto socrático aparecem na obra de Platão.

Sócrates é acusado em tribunal “popular” pelo poeta Meleto, pelo político Anitos: de não reconhecer os deuses da polis, de corromper a juventude e introduzir novas divindades. Ao examinar as acusações impostas o exercício que Sócrates irá propor se dá na investigação daquilo que tem qualidade de verdade, no sentido de que os fatos sejam apresentados em todas as suas características, tanto da perspectiva histórica, quanto da lógica das ações tomadas pela acusação e o réu. O uso da retórica é percebido, porém sua utilização não deverá sobrepor ou tentar distorcer as ações, a honestidade deve ser levada as últimas consequências, não sendo o ganho pessoal a finalidade desejada, mas o esclarecimento das motivações que levaram a seu julgamento.

Sócrates em sua defesa:

Não tenho outra ocupação senão a de vos persuadir a todos, tanto velhos como novos, de que cuideis menos de vossos corpos e de vossos bens do que da perfeição de vossas almas, e a vos dizer que a virtude não provém da riqueza, mas sim que é a virtude que traz a riqueza ou qualquer outra coisa útil aos homens, quer na vida pública quer na vida privada. Se dizendo isso, eu estou a corromper a juventude, tanto pior; mas, se alguém afirmar que digo outra coisa, mente” (Platão, A Apologia de Sócrates).

Ele assume como sua missão o trabalho de alertar aos seus concidadãos sobre aquilo que traz uma vida virtuosa, mas não a despeito de qualquer artimanha, a reflexão proposta a seguir falando dos fundamentos da riqueza, hierarquizando o que realmente é virtuoso, denota um compromisso com a honestidade na qualidade daquele que age conforme discursa. O caráter do discurso vem de encontro a uma prática social, a preocupação demasiada com o corpo, a acumulação de bens materiais sem um critério reflexivo que justifique tal movimento e um menosprezo por aquilo que é a primazia para uma vida bem vivida. A inversão de valores é o ponto de discórdia entre o que se entende como aquilo que é virtuoso e aquilo que é corrompido como influência para a juventude.

Começamos então a perceber quais elementos caracterizam Sócrates como cidadão de Atenas, como filósofo e aquele que passa a ter como prática rotineira, conversar com as pessoas no intuito de uma discussão que abra as possibilidades de um horizonte ético; no sentido da problematização do ethos daquela comunidade, suas características e investigação daquilo que está tomando não só a juventude, mas toda a sociedade para um modo de ser sem a mínima reflexão dos meios utilizados e propósitos almejados.

No prólogo da defesa de Sócrates temos um indicativo interessante sobre como ele decide iniciar sua defesa:

Faço-vos, no entanto, um pedido, Atenienses, uma súplica premente; se ouvirdes, na minha defesa, a mesma linguagem que habilmente emprego na praça, junto das bancas, onde tantos dentre vós me tendes escutado, e noutros lugares, não a estranheis nem vos amotineis por isso. Acontece que venho ao tribunal pela primeira vez aos setenta anos de idade; sinto-me, assim, completamente estrangeiro á linguagem do local. (Platão, A Apologia de Sócrates).

Em uma leitura informal, talvez o leitor entendesse esse trecho como mero introdutório para um grande desfecho que mais a frente se dará. Porém para nosso propósito de investigação é nos detalhes que perceberemos elementos que somados nos trarão mais robustez para afirmar peremptoriamente quais são as ações que fazem com que Sócrates, tenha em alta estima e demonstre a importância da Honestidade para um fazer filosófico legítimo.

A advertência para um uso da mesma linguagem utilizada em seu cotidiano é um cuidado com possíveis tropeços na função de advogar a si mesmo, mas diz muito sobre uma necessidade de identidade, no sentido de unidade de substância, daquele que entende sua vida como um todo coerente, até mesmo na escolha de como utilizar a linguagem; dando mais veracidade ao que será dito. Até por que, Sócrates é conhecido como hábil no falar, filósofo e sábio. Não parece que seria o ritual da corte na polis que lhe seria estranho.

Sócrates relata suas acusações e as organiza entre as antigas e as mais recentes. Posteriormente a suas colocações, ele relata sua ocupação na pólis e sua missão, uma vez que foi acusado de corromper a juventude deve se explicar o que se faz para que todos entendam as motivações que lhe incorreram para agir como agiu.

Sócrates explicará sua ida ao Oráculo de Delfos e que foi seu amigo Querofonte que interpelou o sacerdote com a questão se haveria alguém mais sábio que Sócrates.

Quando soube daquele oráculo, pus-me a refletir assim: “Que quererá dizer o deus? Que sentido oculto pôs na resposta? Eu cá não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco; que quererá ele, então, significar declarando-me o mais sábio? Naturalmente não está mentindo, porque isso lhe é impossível.” Por longo tempo fiquei nessa incerteza sobre o sentido; por fim, muito contra meu gosto, decidi-me por uma investigação, que passo a expor. (Platão, A Apologia de Sócrates).

Uma vez colocada a resposta do deus de Delfos, não temos uma aceitação por parte de Sócrates, porém não temos uma negação daquilo que foi perguntado nem uma negação das divindades. O que se percebe é uma tentativa sincera de compreensão sobre o que os deuses queriam de Sócrates. Honestidade aqui é o reconhecimento consigo mesmo da impossibilidade de assumir uma condição da qual ele não percebe consigo mesmo. A análise de que o deus estaria impossibilitado de mentir é o motor propulsor que fará com que Sócrates tenha a iniciativa de realizar uma investigação, encontrar os ditos sábios e verificado que possuem mais sabedoria que Sócrates poderia ser levado até o deus para que ele fosse refutado, uma vez que Sócrates não percebe em si o arcabouço necessário para a imputação de sábio.

O primeiro procurado por Sócrates e que aparentava ser um sábio era um político. No relato é interessante perceber que quando Sócrates termina seu exame e constata que o político se passava por sábio aos olhos de muita gente inclusive de si mesmo e são desveladas suas limitações, o que sucedia era que este tornava Sócrates o odiado dele, junto a seus simpatizantes. A honestidade necessária ao filósofo é percebida como algo incomodo uma vez que buscar a verdade, faz com que um posicionamento de sinceridade seja um pressuposto, ou seja, é necessário que aqueles que estão em um diálogo comum na busca do conhecimento tenha lisura de caráter, no sentido da clareza de quem se é, do que está fazendo e onde quer chegar.

A conclusão que se deriva dessa primeira investigação é o que levará a um dos conceitos mais importantes da filosofia Socrática.

Mais sábio do que esse homem eu sou; é bem provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber”.

Parece que sou um nadinha mais sábio que ele exatamente em não supor que saiba o que não sei.” (Platão, A Apologia de Sócrates).

A partir dessa primeira percepção Sócrates vai percebendo a limitação daqueles que se intitulam sábios e também as implicações dos homens que se aplicam na prática da investigação em busca do conhecimento. Isso não quer dizer que Sócrates tenha avançado em conhecimento relevante para se tornar um homem Kalos Kai Agatos, belo e bom, mas percebeu que ele era menos pior que o que se diz ser o que não é, daquele que diz saber o que não sabe. Ele demonstra mesmo de forma tímida um desdobramento lógico de uma sabedoria no sentido da premissa para o conhecimento. Na impossibilidade de dar um Logos aquilo que se propõe apresentar como conhecimento, exponha o que se sabe, assumindo suas limitações como humano.

Sócrates entendeu a afirmação do oráculo como uma missão e tomou para si a investigação acerca da sabedoria como um serviço do deus. Então averiguar, e conversar com todos aqueles que se diziam senhores de algum saber se fez eminente.

Seu segundo relato de investigação daqueles que se intitulavam sábios foram os poetas.

Levando em mãos as obras em que pareciam ter posto o máximo de sua capacidade, interrogava-os minuciosamente sobre o que diziam, para ir, ao mesmo tempo, aprendendo deles alguma coisa. Pois bem, senhores, coro de vos dizer a verdade, mas é preciso. A bem dizer, quase todos os circunstantes poderiam falar melhor que eles próprios sobre as obras que eles compuseram. (Platão, A Apologia de Sócrates).

Sócrates percebe que é por inspiração divina por dom natural que os poetas compõem suas obras e que neles falta aquilo que torna algo conhecimento. Faz-se necessário dar um Logos, uma justificação que encontre as razões pelas quais o que se diz é dito. Uma vez que não se consegue justificar o que se propõe, podemos dizer que o poeta está distante do homem Kalos Kai Agatos. Uma vez que o belo é a manifestação do bem, logo a manifestação do verdadeiro. Todo mérito das poesias e obras devem, por conseguinte ser atribuídas aos deuses que por ser quem são manifestam o verdadeiro através de seus servos.

O terceiro relato de investigação daqueles que se intitulavam sábios foram os artífices.

Por fim, fui ter com os artífices; tinha consciência de não saber, a bem dizer, nada, e certeza de neles descobrir muitos belos conhecimentos. Nisso não me enganava; eles tinham conhecimentos que me faltavam; eram, assim, mais sábios que eu. Contudo, Atenienses, achei que os bons artesãos têm o mesmo defeito dos poetas; por praticar bem a sua arte, cada qual imaginava ser sapientíssimo nos demais assuntos, os mais difíceis, e esse engano toldava-lhes aquela sabedoria. (Platão, A Apologia de Sócrates).

Como os artífices conseguiam de forma abrangente explicar e justificar seus conhecimentos naquilo que lhes é função, fica claro para Sócrates que ali é perceptível a consideração de que se trata de conhecimentos firmemente estabelecidos. Porém ser um sábio é ter um conjunto de virtudes que superam um conhecimento prático relativo ao trabalho e os bons artífices caiam no erro de se imaginarem muito aptos a discorrerem sobre assuntos que não tinham domínio. Sócrates relata que se colocou em reflexão consigo mesmo e em nome do oráculo para uma avaliação. É preferível ser como sou sem sabedoria e sem aquela ignorância ou possuir como eles, uma e outra; Sócrates diz que convém ser como é.

CONCLUSÃO

Sócrates em sua abordagem como filósofo se aproxima ao que penso ser o modelo mais adequado para uma ação docente em filosofia, mesmo não sendo essa sua real intenção. Aquele que apresenta os contos de sua época, que se preocupa em dar exemplo nas suas ações do filosofar. Que realiza naquilo que foi descrito sobre ele e aparenta ter real consciência da necessidade de um agir consonante com aquilo que se diz. Ciente de que isto será premissa para que o que for dito tenha o pré-requisito que dará ao discurso credibilidade.
A honestidade, virtude essencial para aquele que queira filosofar à moda de Sócrates, entendida como qualidade do que é verdadeiro, não se limitará as deliberações morais consigo mesmo, mas agora se torna critério decisivo para que seu trabalho como docente alcance as finalidades desejadas.

A
investigação sobre o que é o conhecimento e como ele se manifesta em cada setor da sociedade nos mostra mais que honestidade mas um ceticismo com relação a explicações concebidas como últimas, nem os Deuses serão poupados de seu compromisso consigo mesmo para a afirmação que o faz ser quem é.
Só sei que nada sei é a conclusão de que para ser um sábio lhe falta atributos para uma completude que req
uer a nomenclatura.

BIBLIOGRAFIA

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Martins Fontes, São Paulo, 1998.

Platão. Apologia de Sócrates; São Paulo: Nova cultural, 1999. 191p. – (Os Pensadores)

Platão. Teeteto; http://br.egroups.com/group/acropolis/: Carlos Alberto Nunes. 77p.


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