Ninguém é melhor do que ninguém?

O cidadão é primoroso em cumprir suas atividades de forma honesta, ele trabalha, cuida de sua família. Nos fins de semana descansa e cuida de seus patrimônios, adquiridos com a força de seu trabalho.
Ao se deparar com problemas, não incumbe a terceiros a resolução, com coragem enfrenta a adversidade e tem zelo pela sua vida, faz planejamentos de longo prazo, remediando desejos fugazes em virtude de um futuro mais tranquilo.

O cidadão acima é na teoria de intelectuais da academia, igual ao vagabundo?
Aquele sujeito que não tem compromisso com a própria vida, que vive escorado em sua família, que delega a satisfação de seus vícios a terceiros, que acredita que sua saúde deve ser mantida não por atitudes de prevenção, mas por um sistema de saúde do qual ele não contribui, já que não trabalha com regularidade.

Igualdade extrapolou a questão filosófica da afirmação de que somos iguais, no sentido de potencialidade do ser, munido de características biológicas similares.
Igualdade para esses fanfarrões do pensamento, está ligada ao julgamento moral, seu objetivo é fazer com que não aja valoração nas ações, e assim, colocar todos em condição, não de emancipação e orgulho por ser a cada dia um homem melhor para si e para os seus, mas um coletivo envergonhado, dotado apenas da certeza de sua incapacidade de lidar com o mundo de forma virtuosa.
A filosofia dos miseráveis tem como pressupostos a preguiça dos homens em superar suas fragilidades, corrigir seus erros, alimentar a alma de coragem e resiliência no trato com a vida.

A confusão se dá nos termos da complexidade na valoração das ações, onde por desonestidade se propaga em seu lugar a relatividade dos conceitos que estariam aprisionados a seu contexto.
O uso da contradição também é bem quisto como característica a priori do agir humano, como se a coerência fosse impossível e todo aquele que se coloca com disposição a seguir um caminho que se esmere pelo expurgo da contradição, seja visto como mero utópico.

Todas as vezes que se ouvir que somos todos iguais, se faz necessário o repúdio veemente da afirmação!
Tanto como forma de repreensão quanto como transgressão ao modelo moral vigente.

Todos aqueles que desejam a derrota do homem de excelência merecem cada um de seus infortúnios, pois o homem que decidiu seguir no caminho da razão, logo da lógica, portanto da coerência está irremediavelmente comprometido com seu agir, seus objetivos, seus fundamentos. Não será o mau agouro que afetará os resultados daquele que age segundo princípios racionais!

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