Por Uma Nova Definição de Honestidade.

Bom dia leitores.

Em meu artigo proponho que reflitamos a definição de “honestidade”. A “honestidade” hoje praticada pela maioria é um comportamento de conveniência, concedida via aprovação social, portanto, desligada do indivíduo em si.

E se a honestidade fosse um valor, de fato, importante para o indivíduo em si (e não uma bandeira para ser mostrada para os outros)? É hora de repensarmos.

Confira o início do texto:

“A honestidade é reverenciada na vida em sociedade e entendida como valor moral, desde que não invalide objetivos pessoais que necessitem de subterfúgios para o alcance da mesma. Para alguns, presenciar a desonestidade de outrem, afere a esse um caráter de sabedoria prática, como se algo da ordem do mistério da vida humana estivesse sendo revelado e experienciado no ato infracional.

Talvez o olhar que trocam e a sensação que segue denuncie não uma escolha individual, mas um passe livre cultural, em que ser inteligente é tirar vantagem de toda e qualquer oportunidade, desde que o lesado pela ação seja alguém em condições iguais ou melhores que você.[1]

O que é perceptível nesse traço cultural, que logicamente não é admitido por nenhuma pessoa em uma conversa que solicite esse nível de sinceridade, é a incapacidade de uma reflexão de causa e consequência que pondere os benefícios e perdas, seja no ato imediato ou nos desdobramentos a longo prazo.

Na obra A Filosofia de Ayn Rand, Leonard Peikoff nos apresenta um novo modo de entender a honestidade, não como sinônimo de honra, probidade ou decência – atributos que requerem algum nível de validação social – mas a honestidade como rejeição da irrealidade. A afirmação das coisas como elas são, recusando fingir ou subverter a realidade, é o que caracterizará aquele que usa de seus mecanismos racionais para viver no mundo[2]. Um exemplo na história da filosofia que demonstra esse tipo de preocupação é o princípio da não contradição de Aristóteles que, em seus estudos de lógica, conclui a identidade de algo como conjunto de características que lhe são próprios e exclusivos. Uma coisa é o que é. Se a realidade de uma pedra lhe mostra aspereza, não é e nem pode ser chamado de corredio[3]. Ambas as teorias têm a preocupação da afirmação da realidade a partir de uma relação individuada com as coisas, assegurando que é possível conhecê-la com os mecanismos de percepção próprios do homem.”

Link do artigo completo:

http://objetivismo.com.br/artigo/por-uma-nova-definicao-de-honestidade

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s